quinta-feira, 8 de outubro de 2009

ENTREVISTA AO JAY-Z [PT. 2]


Oprah: Você sentiu isso em algum tipo de forma apaixonada, como se fosse um chamado como se fosse uma vontade de deus tirar você da aquela vida?

Jay-Z: Sim, e o primeiro álbum, Reasonable Doubt, é a minha favorita, porque todas as emoções e experiências de 26 anos saiu nele. Esse foi o disco que eu tinha 26 anos a fazer.

Oprah: Reasonable Doubt 26 anos é embalado em um registro e que nunca pode acontecer novamente. É por isso que ele é seu álbum definitivo. Por isso nunca mais repetiu a doze?

Jay-Z: É mais difícil para mim escrever a música que todos possam relacionar-se, porque eu não quero viver uma vida anormal outra vez.

Oprah: Isso é verdade. Isso é verdade. Então, aqui estamos nós, falando em uma tarde de domingo. Se você não estivesse sentado aqui comigo, o que você estaria fazendo?

Jay-Z: Eu vou ser morto por isso, mas vou dizer mesmo assim. Existe rodízio de pizza que vamos todos domingos . É a nossa tradição. É um lugar pequeno, no bairro Brooklin, você pode trazer seu próprio vinho, e há velas lá. É um dia muito alegre.

Oprah: E eu acho que você estaria lá com quem qual é o nome dela.

Jay-Z: Yeah. [Risos]

Oprah: Você e a Beyoncé tenhem um pacto de não falar para os outros sobre vocês?

Jay-Z: Yeah. Quando você é uma pessoa pública, você tem que manter algumas coisas para si mesmo, ou então as pessoas vão simplesmente

Oprah: devorar. Eu sei. Mas eu posso perguntar como você manteve em segredo o seu casamento para o mundo?

Jay-Z: Planeando cedo!

Oprah: Quantas pessoas sabiam?

Jay-Z: Muito poucos. A parte triste é que alguns ficaram ofendidos. Mas as pessoas que amam você entendem. Porque no final eles vão perceber que, é o seu dia.

Oprah: quão pequeno era cerimônia de casamento?

Jay-Z: Muito pequena. Talvez 30 pessoas.

Oprah: E como o casamento mudou você?

Jay-Z: Deixe-me só dizer isto: a reconciliação com o meu o meu pai mudou-me mais do que qualquer coisa. Porque ele me permitiu espaço para o amor e amar outra vez.

Oprah: Vamos falar sobre isso.

Jay-Z: Bem, eu sempre tive essa barreira por cima sempre que alguém se aproximou de mim eu me entregava.

Oprah: Então como é que você reagiu tendo de volta o contato com seu pai?

Jay-Z: Minha mãe marcou uma reunião. E agora percebo porquê, faz todo o sentido do mundo. Lembro-me muito claramente que eu tive uma conversa com ela na minha cozinha. Eu estava dizendo: "Você sabe, Ma, Eu realmente tenho tentado olhar para dentro, e talvez eu não estou só, queria se apaixonar como as outras pessoas fazem". Ela apenas olhou para mim como, "cala-te, menino".

Oprah: Uau.

Jay-Z: E eu acho que a partir desse ponto, ela descobriu que estava errado comigo, e ela planeava um encontro entre mim e meu pai. Eu era como, "Mãe, eu sou um homem crescido. Eu não preciso de um pai agora".

Oprah: Você não sentiu um buraco em sua alma?

Jay-Z: Eu nunca olhei para isso. Eu acho que eu não queria lidar com isso. Porque, você sabe, quando eu olhei, eu queria fazer algo sobre ele. E eu acho que o ressentimento era ainda imenso e tinha muita raiva.

Oprah: Em uma de suas canções, você escreveu que não tinha certeza se o seu pai até se lembrou de seu aniversário que é em dezembro.

Jay-Z: Eu acreditava nisso. Quando eu era criança, uma vez eu esperei ele em um banco. Ele nunca apareceu. Mesmo como um adulto, que deixou marcas. Assim, quando minha mãe marcar esta reunião, eu disse a ela que ele não viria e, e na primeira vez, ele não veio mesmo . Mas minha mãe empurrou para outra reunião, porque ela é apenas uma alma bonita.

Oprah: Na segunda vez, seu pai apareceu.

Jay-Z: Ele apareceu. E abri o meu coração e falei tudo que sentia. Eu disse a ele como me senti no dia que ele abandou-me. Ele estava dizendo coisas como "filho, você sabia onde eu estava." Eu sou como, "eu era um miúdo! Você percebe o quão errado você estava? Foi sua a responsabilidade de me ver." Ele finalmente aceitou isso.

Oprah: Onde ele estava?

Jay-Z: Na casa de sua mãe dez minutos de distância de mim. Essa foi a parte triste.

Oprah: Houve qualquer explicação que ele poderia ter oferecido, que teria satisfeito você?

Jay-Z: Sim, e é por isso que nós fomos capazes de curar o nosso relacionamento.

Oprah: Qual foi a razão?

Jay-Z: Quando eu tinha 9 anos, irmão do meu pai foi esfaqueado, e meu pai foi procurando a pessoa que fez isso. Então meu pai, pegou sua arma e saiu para as ruas para procurar o responsável . Depois de um tempo, minha mãe foi assim: "Ei, esta é a sua família agora. Você não pode fazer isso." Mas este era o irmão do meu pai. E era tanto a dor do meu pai que ele começou a usar drogas e se tornou uma pessoa diferente. Então, eu entendo que o trauma do que ele passou. E foram as drogas, o levaram a perder a sua alma.

Oprah: Quando você viu ele sentiu que ele podia recuperar e não perder a vida?

Jay-Z: Ele foi quebrado. Ele tinha um fígado ruim, e ele sabia que se ele continuasse bebendo, isso iria matá-lo. Mas ele não parou.

Oprah: Como soube que ele morreu?

Jay-Z: Apanhei-o no um apartamento, eu estava comprando móveis. E ele faleceu.

Oprah: Você quis imediatamente fazer as pazes com ele durante a conversa?

Jay-Z: Eu me senti mais leve.


Oprah: Uma razão que eu queria falar com você que eu vejo é um traço comum entre as nossas vida, exceto que eu nunca atirou em ninguém

Jay-Z: Essas pequenas coisas.

Oprah: Pequenas coisas como essa. Mas a maior característica comum é que nos tornamos sucesso sendo nos mesmo.

Jay-Z: Não há nada pior do que se tornar bem sucedido como alguém.

Oprah: Então, qual é a sua crença pessoal?

Jay-Z: Seja fiel a si mesmo e manter as coisas simples. As pessoas complicam as coisas.

Oprah: Minha crença é de que a intenção cria a realidade.

Jay-Z: Agora eu estou tendo um momento aha! Isso é verdade.

Oprah: Qual é a base de sua crença espiritual?

Jay-Z: Eu acredito em karma: O que você faz aos outros volta para você.

Oprah: Mas você não acha que nós somos responsáveis apenas pelo que nós sabemos? Caso contrário, você estaria enfrentando o karma de cada pessoa que vendeu a droga.

Jay-Z: Como um miúdo, eu não conheço nenhum melhor. Mas agora, se eu fosse a agir como se o que eu fiz não foi ruim, ai sim seria irresponsável. E eu teria que suportar o peso que poderia vir disso.

Oprah: Maya Angelou sempre diz: "Quando você conhece melhor, você faz melhor." Você ainda pensa voltar a esse tempo na sua vida?

Jay-Z: O tempo todo. Quando você faz música, você está constantemente no divã do psiquiatra, por assim dizer. Essa é uma saída para mim. Porque eu não sou normalmente uma pessoa que gosta de falar de mim . Eu não tenho conversas como essa sem nenhum motivo.

Oprah: Falando de conversas, quando te conheci há alguns anos atrás, nós discutimos a nossa discordância sobre o uso da palavra e letras N na música rap. Você acredita que o uso da palavra N é necessário?

Jay-Z: Nada é necessário. É só fazer parte do modo como nos comunicamos. A minha geração não teve a mesma experiência com essa palavra que gerações de pessoas antes de nós tinha. Nós não estávamos tão perto da dor. Portanto, em nosso caminho, que desarmou a palavra. Levamos o fogo fora do pino da granada.

Oprah: Certa vez eu estava em um show de Jay-Z, e houve um momento em que todos, incluindo os brancos, estava gritando a palavra N. Tenho que te dizer, não me faz sentir bem.

Jay-Z: Isso é compreensível.

Oprah: Mas isso não parece afetá-lo. Você estava tendo um bom tempo lá em cima no palco.

Jay-Z: Eu acredito que nos que damos as poder as palavras. E se eliminar a palavra N, outras palavras, existiriam outras para ocupar seu lugar.
Você sabe, hip-hop fez tanto para as relações raciais mudarem , mesmo com sua ignorância, o que, pelo caminho, temos de ter alguma responsabilidade. Mas, mesmo sem ser diretamente na raça, nós mudamos as coisas simplesmente por ser quem somos. É difícil ensinar o racismo na casa quando o seu filho adora Jay-Z. É difícil dizer, "Esse homem inferior a você”, quando seu filho idolatra esse homem .

Oprah: Mas quando ouço a palavra N, eu ainda acho que a cada homem negro que foi linchado a ultima palavra que ele ouviu foi o Então nós vamos ter que discordar sobre o assunto.

Jay-Z: É uma coisa geracional.

Oprah: Certo. Ainda no outro dia, uma pessoa idosa lembrou-me que todos nós precisamos ter mais diversão. Porque no final, não é sobre o quanto o trabalho que você fez. Então, o que lhe dá prazer?

Jay-Z: Vendo as pessoas ao meu redor felizes. Aqui está uma história. A primeira vez que fui a Capri, Itália tive um pouco de espaguete. Era simples, mas foi preparado de tal forma que eu imediatamente telefonei aos meus amigos vêm e compartilhá-la comigo. Eles pegaram um avião, um comboio e um barco apenas para que pudéssemos apreciar a comida juntos. Isso me fez muito feliz.

Oprah: Eu queria estar na sua lista de amigos! Mas vamos continuar: Quem te ama?

Jay-Z: Todo mundo me ama, e eu amo a todos! [Risos]

Oprah: Eu sei que você está brincando quando diz que, mas é verdade. Que todo mundo ama você. Todo mundo diz também o quão esperto você é.

Jay-Z: Isso é loucura.

Oprah: Você não acha que você é inteligente?

Jay-Z: Eu sou um pensador. Eu entendo as coisas. Eu não tenho um elevado nível de educação, mas eu sou prático e tenho bons instintos.

Oprah: É você é um bom empresário?

Jay-Z: Sim, porque quando eu prometo algo, cumpro e espero o mesmo dos outros.

Oprah: Isso é ótimo. Agora vamos passar para outro assunto: o seu apoio a Barack Obama durante sua campanha. Vocês acreditava que ele viria a ser presidente?

Jay-Z: Num certo ponto, sim. Antes de ele anunciar que estava correndo, eu o conheci e jantamos. Eu fiquei esse homem é especial. "eu conheço também Bill Clinton. Mas eu estava disposto a colocar a amizade em risco a apoiar Obama, porque Obama representa a esperança do mundo. Eu prefiro perder do lado da esperança do que vencer no lado do favorito.

Oprah: Perdeste amizade dos Clinton's?

Jay-Z: Não. O Bill entendeu, eles são fixes .

Oprah: Você estave lá durante a inauguração de Obama. O que você sentiu?

Jay-Z: Euforia. Em um ponto, esta senhora branca estava no elevador do hotel comigo e com meu amigo Ty Ty, e ela virou-se para Ty Ty e fixou a gravata. Foi uma coisa tão pequena, mas todos tinham esse sentimento de

Oprah: Conexão. Em outro dia, ela poderia ter sentido medo de Ty Ty.

Jay-Z: Exatamente. Havia um sentimento de esperança.

Oprah: Será que a vitória de Obama mudar a maneira como os homens negros são percebidos?

Jay-Z: Sim. Ele também mudou a forma como o mundo vê a América. América é suposto ser a terra do livre e a casa do valente, assim como é possível ter 43 presidentes do mesmo fundo?

Oprah: Houve uma mudança na comunidade de rap?

Jay-Z: A eleição de Barack Obama, enviou uma mensagem forte. Depois eu disse: "O dia em que Barack Obama se tornou presidente, o gangsta tornou-se menos relevante". Eu quis dizer de uma forma positiva. Eu quis dizer que nós crescemos sem contabilistas e advogados como modelos, mas agora vemos algo diferente. Existe algo mais para nós inspiramos

Oprah: Você vai fazer 40 anos este ano. Você tem orgulho do homem que você se tornou?

Jay-Z: Muito, mas eu ainda tenho algumas coisas para crescer e para fazer

Oprah: O que você sabe ao certo?

Jay-Z: Eu sei que existe um ser superior: o único , ou o que você quiser chamá-lo. Tem que haver, para que tudo funcione perfeitamente no corpo humano, e para o mundo a trabalhar da maneira que ele faz.

Oprah: O que faz você mais se orgulha?

Jay-Z: Cuidar da minha família. Isso é o sonho de todo menino, certo? De comprar uma casa para sua.

Oprah: Muitos dos meninos que cresceram nos subúrbios de Marcy estão na cadeia ou mortos. Porque você acha que você tem de crescer e comprar uma casa para sua mãe?

Jay-Z: Há o dom, não é o espírito, e não o trabalho, todos os três têm que vir junto. Se uma dessas coisas não existir, você pode parar de ser quem você estava destinado a ser.

Oprah: Existe alguma coisa que você ainda quer fazer?

Jay-Z: Quero representar a cultura hip-hop positivamente. Ninguém na minha família está faltando uma refeição, Rap é o que me tirou dessa situação , e agora tenho que cuidar dele. Eu tenho que deixá-lo como eu achei, ou melhor, para a próxima geração de crianças. Então, talvez eles possam mudar sua situação como eu fiz.
fonte:RevistaPlatina

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1 comentário:

  1. O DIA D PARA A MÚSICA BRASILEIRA.

    A PEC da Música irá à votação no dia 21, quarta feira, às 14h na Câmara dos Deputados e sua participação é decisiva!

    A presença dos músicos, artistas, produtores e outros interessados no tema é fundamental para pressionar os deputados a votarem a favor da PEC. Haverá estrutura para recebê-los e todos estão convidados!

    Precisamos de 308 votos (de um total de 513). Contate os deputados do seu estado e peça que votem a favor. Divulgue a proposta em suas redes de relacionamento, blogs, e-mails etc. Esta é a hora de pressionarmos.

    Dúvidas: Gabinete do Deputado Otavio Leite (autor da proposta)
    Em Brasília: (61) 3215-5437
    No Rio de Janeiro: (21) 3388-6240
    E-mail: tatiana@otavioleite.com.br / gabinete@otavioleite.com.br
    Saiba mais: http://www.otavioleite.com.br/pesquisa.asp?q=pec+da+musica

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