sexta-feira, 30 de outubro de 2009

50_CENT_-_BEFORE_I_SELF_DESTRUCT_[2009]


O tão aguardado álbum de 50 Cent "Before I Self Destruct" caiu na internet e já está gerou muita polêmica. Quase um mês antes de sua data de lançamento, o quarto álbum de 50 Cent traz duros ataques contra Game e Young Buck.

Além dos ataques directos na faixa "Strong Enough", 50 Cent utilizou a faixa intitulada "So Disrespectful" para abrir fogo contra seus inimigos.


Na track 50 diz:
Chega mais, Game. Você nunca se parecerá comigo/ Seus manos atiram em portas, os meus atiram em pessoas/ Olha pra mim, eu sou o que você nunca será/ Estou nessa faixa do imposto de renda que você nunca verá.

E ele continua:
Eu não sabia que ele mexia com mais drogas que o B.G./ E que um maluco bebia mais syrup que o Pimp C/ Nigga, manter esses filhos da mãe ricos não é fácil/ Principalmente quando um maluco quer ostentar como o Jeezy/ E seus cds não vendem como os cds dele/ Nigga, esse maluco acabou todo dinheiro dele com as damas/ Puto porque o mundo não irá tratá-lo como o Weezy.

Before I Self Destruct chegará às lojas aos 23 de novembro, mas como nós não teremos acesso à essas lojas... Aqui tá o álbum, curtam o mambo!!


Tracklist

1. The Invitation
2. Then Days Went By
3. Death To My Enemies
4. So Disrespect
5. Psycho
6. Hold Me Down
7. Crime Wave
8. Stretch
9. Strong Enough
10. Get It Hot
11. Gangsta's Delight
12. I Got Swag
13. Baby By Me (Ft. Ne-Yo)
14. Do You Think About Me
15. Ok, You're Right
16. Could've Been You


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quinta-feira, 29 de outubro de 2009

RACISMO... ATÉ O GOOGLE?? [atenção na imagem]


Explicação:
O utilizador escreveu na barra de pesquisa "homens brancos roubaram o meu carro" e o Google no seu espaço "did you mean" (você quiz dizer), sugeriu "gentilmente" a frase "homens negros roubaram o meu carro".
É triste ver esse tipo de mambos!!...

Hery thankx pelo mail mano

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

ENTREVISTA AO CAGE ONE


Basicamente como é que começa o Cage no Hip Hop?
Bom, eu sempre fui rapper, porque para mim o rap é mais do que um estilo musical, é principalmente o meu modo de vida. A história diz que o rap é uma música de pretos, eu considero o meu rap como natural, isto porque eu vivi todas as fases da essência básica do rap. Cresci no gueto, tive que crescer rápido e passar por muitas vicissitudes. Hoje quando eu oiço o rap americano que é aquele com que mais me identifico sinto como se fosse do mesmo núcleo, porque independentemente das diferenças socias, o gueto é sempre um gueto, onde existe inumeras coisas como prostituição, delinquência, drogas, etc. Normalmente nós só passamos a ser conhecidos quando estamos na fase de ascensão, o tempo todo que somos desconhecidos é como se tivessemos no ventre e não ganhaste ainda rosto, então tudo para mim começa quando era coreografo, tive a felicidade de conhecer algumas pessoas que já eram pilares do nosso mundo da música (SSP, O2, Bruna e outros) e eu dizia as essas pessoas que eu era um bom rapper, mas ninguém acreditava em mim mas ainda assim não me desanimei ao contrário, eu sou daquela pessoas que quando digo que sou melhor é pura e simplesmente para alimentar o meu ego e isso faz com que eu me esforce mais para provar o que digo, e foi essa minha força de vontade que me troce aqui. Um dia eu estava com a Bruna e os SSP e disse ao kota Big Nelo que eu era capaz de romper todos os rappers que estavam a minha volta numa discoteca onde estávamos, não acreditaram mas deixaram-me fazer e comecei a dar os meus primeiros passos, porque neste mesmo dia o Big Nelo me disse, "Já que estão bom aparece no Big Show Cidade para os freestyles". Fui para o Big Show Cidade, graças a Deus ganhei mas não consegui aparecer na final porque tive de viajar e um meu irmão que também fazia rap foi me representar e foi cascado por um rapper que eu até hoje admiro que era o Kissaca.

O Projecto 2.1 (Cage 1 e Reptile) afirmou-se muito rápido mas também acabou rápido. Quais foram os motivos concretos para o desfazer deste projecto?
É como tudo homie, as coisas que não têm bases não ficam de pé muito tempo. Da mesma maneira estranha como surgimos é também como tudo acabou, porque quando não se constrói uma amizade as coisas não tornam-se sólidas e foi precisamente o que aconteceu. Eu do nada apercebi-me que um dia desses foi alguém (Reptile) a minha casa ter comigo a dizer que gostava do meu rap, e eu como um gamelado ou favelado no intuito de mostrar o meu trabalho, e porque não tinha outra coisa para fazer, aceitei, mas nós não tínhamos uma relação de amizade bem sólida. A sensação de ser quase traído é uma coisa complicada, é daquelas que tu suportas, quando dizes que és um real nigga, mas não, real nigga é ser verdadeiro da cabeça aos pés, é seguir as tuas éticas Eu sou daquelas pessoas que não me importo muito com o que as pessoas acham, desde que esteja bem comigo e com Deus. Com 2.1 a malta estava a gravar um projecto, eu pensei que o nigga era meu homie, porque depois passamos do rap e começou a existir uma certa afeição, mas quando o nigga começou a picar-me nas costas não suportei e disse nigga fuck you. Os nossos pontos eram diferentes. Eu não faço rap para fãs, eu faço rap porque é a melhor coisa que eu sei fazer na vida e de alguma forma quem trabalha tem de receber algo em troca porque é sempre satisfatório. A malta fazia música, eramos bons, eramos da mesma era e tínhamos muita energia diferente dos rappers cá na banda, aprendemos um com o outro e fomos crescendo muito rápido, mas na outra parte que deveria estar mais sólida não esteve Quando começasse a crescer os comentários e outras cenas se deixas que afectam estraga tudo, mas se haver uma boa amizade as coisas se mantêm... o nigga me lixou, começou a gravar músicas nas minhas costas, ele só queria simplesmente a minha ajuda porque naquela altura eu tinha a bagagem toda que ele precisava, conhecia todas as pessoas que ele queria pro disco, então, ele usava-me, eu pensei que ele fosse meu amigo mas quando ele fez uma cena que eu não curti cortamos mesmo toda relação.

Como foi a tua passagem pelos Warrant B? Quais foram os aspectos que gostarias de realçar dessa experiência?
É como tudo, eu sempre fui daquelas pessoas que teve vontade de crescer, eu sou rapper e para mim, fazer parte dos Warrant B era uma proposta que só iria crescer a minha musicalidade e era isso que eu queria e também para que a minha bagagem musical fosse maior. Os Warrant B por mais que não sejam aqueles rappers natos, tinham uma bagagem de musicalidade forte, nota-se pela música que eles fazem que aquilo não é um rap como por ex. do Kid Mc, Kool Klever... Aquilo é um rap mais bem musicalizado e para mim era como se fosse uma escola que eu aprenderia alguma coisa e depois sairia.

Depois tivemos Cage 1 na B26 um pouco mais diferente a solo, ou seja, o Cage que as pessoas tinham mentalizado ser. Quais foram as vantagens de fazer parte da B26?
Para mim, cada passo a seu tempo e eu sou daquelas pessoas que acredito que eu tenho um destino e que tudo que acontece na minha vida principalmente na música estava escrito. As coisas de mão beijada não caem bem, você sente aquele momento da conquista e a minha passagem pela B26 foi resultado do trabalho que eu fui fazendo durante esse tempo todo e teve o reconhecimento do kota Big Nelo e quando eu disse que queria lançar o meu álbum a solo e que já estava preparado, o kota foi daquelas pessoas que sempre me apoiou, até porque, durante esse tempo ele fez uma espécie de acompanhamento, porque eu fui dançarino dele durante muito tempo e ele soube da minha veia musical por isso é que digo que os SSP foram como uma escola para mim, porque mesmo na altura quando eu dançava, o Jeff Brown algumas vezes dava-me o mic para eu fazer uns freestyles o que foi um dos maiores incentivos, por isso hoje quando dizem que eu tenho um bom palco é graças a essa experiência. O people hoje sabe que eu estou fora da B26 e o kota Big Nelo sempre foi claro em dizer que eu não teria sempre o seu apadrinhamento, basta recuarem nas conversas e entrevistas que o kota foi dando, e é como tudo, tu tens um pai que te dá educação e te apoia até uma certa altura que você começa a dar os teus passos sozinho. As pessoas as vezes não entendiam porquê que eu estava quase sempre em palco com o Big Nelo, era mesmo por causa deste apadrinhamento que era precisamente o nosso objectivo, o nosso projecto, era para as pessoas ligarem o Cage e Big Nelo para depois do Big desaparecer saberem que aquele outro é o Cage 1. Já chegaram a me chamar de sombra porque eu subia no palco mesmo sem cantar mas a nossa ideia era mesmo essa, a de promover a imagem. Esses paços do kota foram como uma introdução do Cage, porque antes da música há uma estratégia de marketing que é uma das facetas que eu respeito no Big Nelo. Muita gente pensa que houve beef mas não, é que aqui muita gente não consegue perceber a diferença entre produtora, editora, label e outras, juntam tudo, basta ver três pessoas a andarem juntas consideram já um grupo, mas não é nada disso, cada um tem o seu projecto e os três juntos é pura e simplesmente uma junção temporária para atingir os nossos fins. A minha saída da B26 é apenas para começar a dar os meus primeiros passos sozinho, visto que a minha introdução no mercado já tinha sido feita e eu precisava de me desligar do kota para sentirem apenas o Cage sem precisar de me ligar ao kota Big Nelo.

O álbum “Angola Dream Boy” foi um dos álbuns mais consumidos. Estavas preparado para esse retorno?
Bem, eu sou daquelas pessoas que não deixo a fama me subir a cabeça, as coisa que a fama me possa dar um dia eu não deixo que mexam comigo porque eu acredito que se um dia deixar que mexam comigo vou perder a originalidade, a força e essa energia que eu a cada dia que passa cultivo. Eu consigo sentir o reconhecimento das pessoas, agradeço todos que gostam da minha música, mas não me envaideço com isso. O meu álbum nunca foi sucesso de rádio e a única diferença com os outros álbuns que estavam fora é como se fosse um New Blood (sangue novo) dentro do mercado, é uma outra forma de fazer rap diferente dos que já existiam e que de alguma forma atraíu a atenção, principalmente por causa da minha ousadia, eu sou daquelas pessoas que diz o que as pessoas imaginam mas não têm coragem de dizer, esse é o lado que eu gosto e sinto-me feliz quando as pessoas abordam-me, eu sou daqueles rappers que tenho muito inimigos dentro do game, então é quase impossível sentir um retorno por parte dos rappers.

No teu álbum quase todas as músicas são como se fosse uma história. Tratam-se de ficção ou são mesmo histórias reais?
A minha música de um a dez eu faço 80% de realismo e 20% de imaginação, e aliás, eu não falo do que eu não sei, sou daquelas pessoas que basicamente tem respostas para tudo, não gosto de fazer música sem conteúdo. Quando é para falar de skillz é diferente e se for para falar de um determinado assunto, faço questão de falar precisamente do que me é acessível saber e procuro sempre buscar as bases do porquê das coisas e 90% das coisas que eu falo eu as vivi dia e noite, e talvez seja esse o motivo que faz com que as pessoas sintam as minhas músicas. Eu não falo de coisas que eu não vivo, por isso quando algumas pessoas me pedem para fazer algumas cenas diferentes eu não e acho que esta é a diferença entre ser músico e ser artista, músico faz o que as pessoas querem ouvir e eu sou artista, faço aquilo que me convém, sinto-me feliz quando aquilo que me convém se identifica com as pessoas que estão a minha volta.

P. Block o que é que representa para ti?
Representa o mundo, o maior movimento. Eu sou muito egocentrista e quando digo que sou o melhor não é que os outros sejam piores mas é simplesmente para alimentar o meu ego porque eu acredito que se tu tirares proveito da autoestima tornaste num homem psicologicamente saudável. Eu prefiro pensar que é com os meus que eu vou crescer e vou morrer e que faz com que eu acredite cada vez mais naquilo que eu creio e que eu sei que um dia vai dar certo e as pessoas vão saber o que significa Cage 1 e o que significa P.Block, e quando digo que é o melhor movimento é porque somos puros comparando aos outros movimentos. Todo membro da P.Block é honesto, sincero, é uma pessoa que não depende de opiniões das pessoas da rua, nós sabemos que vamos crescer e vamos chegar lá. Se repararem bem todo nigga que faz parte da P.Block são os mesmos que faziam parte desde que começamos tanto que a pessoa que mais produz para mim é o RapBoy. Nunca hás de ouvir um álbum do Cage sem a P.Block e agora que as coisas estão a melhorar o próximo passo é a P.Block.

Enquanto membro dos Warrant B e da B26 apesar de teres ouvido muitos beefs nunca respondeste de forma directa mas agora com o teu novo single já temos uma resposta directa para o Reptile.
É como eu digo, quando se faz música tem que se saber o momento certo para tudo. Eu não deixo a opinião dos outros afectar o meu trabalho, quando os rappers mandam-me beefs eu analiso duas vezes antes de responder. Naquela altura não me interessava responder o Reptile porque eu estava e estou a criar as minhas bases, o meu alicerce para amanhã caso as coisas não deam certo com o Big Nelo ou outra pessoa, eu continue de pé. Eu tenho de estar focado nos meus objectivos antes de começar a olhar para trás Há uma passagem bíblica de uma pessoa que olhou para trás e virou (acho que é isso) é sinal de arrependimento. Tu quando estás a caminhar deves olhar para frente e foi precisamente o que aconteceu com os beefs que o Reptile e o Raiva mandam, dizem que canto como o Lil Wayne e eu gosto. Uma das pessoas que eu digo que é testemunha desse cochicho é o Anselmo Ralph que quando estava a acabar de gravar o álbum dele ligou-me e disse que queria fazer uma track comigo porque ele na altura estava a sentir o meu álbum e disse que eu era um dos melhores rappers do momento. O Anselmo mandou a música de manhã e eu gravei no DH, as 14horas já estava pronta porque eu sou daqueles rappers que não preciso escrever para gravar, eu estava a sentir o feeling da música e disse ao Anselmo para por no auto-tune porque eu queria atrair a atenção das pessoas, eu queria que olhassem para mim e vissem o Cage. O meu nome começou a ser dez vezes mais falado depois da track com o Anselmo, porque foi um motivo para comentários e tudo que eu fiz desde o áudio ao vídeo eu sabia no que iria resultar. É esse meu lado que eu também admiro, o lado estratega, porque eu sabia o que queria, o fim dessa estratégia tinha duas saída, ou eu morreria como artista, ou sobreviveria para sempre, e se tu és um rapper verdadeiro tens de ter uma escolha, e os niggas mandam beefs porque eu tou a soar a Lil Wayne... mas what? Tou a soar ao melhor rapper do mundo, então isso é bom… Eu sou o fã número um do Lil Wayne, não é o flow, mas ele em pessoa, a cabeça que ele tem… ele é um extra terrestre, e quando os niggas mandam beefs a dizer que sou o Lil Wayne eu digo "ok ta good", tu falas de mim mas eu não falo de ti, tu seguiste o teu caminho e eu o meu, estás a me promover, mas eu não farei o mesmo que tu fazes comigo… Foi que aconteceu depois de tudo isso eu disse "eu tou a aprender com o melhor rapper do mundo, cuidado quando eu aprender tudo, no que é que vou me tornar". Porque que respondi dessa vez, eu até não chamo aquilo uma resposta, eu chamo um bico do crânio, tudo porque eu nem se quer falei das coisas que ele fala, eu digo para ele acordar porque ele é um bom rapper e eu admito isso, e se ele tivesse bem focado se calhar estaria no mesmo lugar que eu ou até mais longe. Aquela linha que eu mandei é para ele acordar e ver onde ele está e onde é que eu estou no rap, se eu vou para casa dele, as primas deles vão querer me cumprimentar e tirar fotos comigo, mas eu sou o que ele diz que sou "fraco", mas ele quer me ver na casa dele então o que eu lhe digo é que ele é bom mas está a perder-se. Onde é que o álbum dele foi? Quem ouviu? depois da boa ascensão que ele estava a ter, manda umas mixtapes que não vão a lado nenhum, quê que vai acontecer daqui um tempo, você tem fãs que ouvem a tua música, daqui a mais um tempo tu não vaz conseguir mandar nenhuma das linhas porque tu até não és tão bom como dizias, estás a perder, mas é como tudo, te metes com merda e acabas virando outra merda, tu giras giras e quando acordares todas as linhas que quiseres mandar já mandaste e os teus fãs vão ficar cheios. Ele tem de ressuscitar porque ele já morreu e por mais que lute já morreu e eu estou sempre a caminhar tanto mais que daqui a mais ou menos seis meses o meu álbum "Angolan Young Hero" será o álbum de rap mais esperado de Angola, acredita nisso.

Em termos de participações quem teremos no teu álbum?
Desta vez o meu álbum está muito mais independente porque esse é o objectivo, ontem um empregado amanhã terás de ser o boss, seguir os meus próprios passos, fazer a minha música e o meu próprio agenciamento é esse o meu fim número um, criar a minha própria label, daqui a mais uns meses acho que vou anunciar o nome da minha label com um vídeo onde todos os membros da minha label estarão presentes. A P.Block sempre esteve a espera disso porque quando você está a ser direccionado é complicado direccionar os outros, então eu trabalhei para chegar num lugar e depois levar os meus. O álbum tem esse título porque muitos dizem que o rap está a morrer, que para fazer sucesso precisa se juntar ao kuduro e acho que não é isso e que toda e qualquer música precisa de um bom investimento e desde que seja bem feita e bem direccionada tu consegues atingir os teus objectivos. A música que me lançou é o rap e é com ele que eu vou morrer porque eu sou um rapper nato. O álbum conta com muitas participações e acho que vou fazer história no sentido de ter levado muito músico angolano doutros estilos dentro do rap. Eu tenho uma track com o Damásio que é um craque, com a Pérola que dá título ao álbum e também é a música mais hardcore que tenho no álbum, tem o Anselmo, JD, Nicol Ananás, Pereira, Edmásia, o VC que para mim é um dos melhores cantores de R&B neste momento, a P.Block, a minha Queen, o Tafinha, o meu puto Young D Player e outros.

Tens algum projecto futuro para o teu puto?... A curto, médio ou longo prazo?
Projecto para o meu puto é à três tempos, é a curto, a médio e longo prazo. Curto porque ele já começou a aparecer, médio porque ele já começou a trabalhar e longo porque vamos esperar a altura certa para lançar o álbum dele, que vai ser a nova geração do hip hop porque também já penso na minha saída do game e tenho que deixar alguém que seja sangue do meu sangue com o legado.

Que avaliação fazes neste momento do movimento rap feito em Angola?
Está cada vez melhor e já agora deixa mandar um shout out principalmente aos produtores porque estamos num nível de produção já muito elevado e um shout out especial a todos que produziram no meu álbum, concretamente o RapBoy, Kid Mau que é uma nova proposta e um dos maiores hits do meu álbum é dele e vai ser o meu segundo vídeo, Mad, Malária, Wonder Boys, Eliei…

Quais foram os teus momentos marcantes dentro do movimento Hip Hop?
Existem vários momentos bons para mim dentro do hip hop e não há um especial porque eu acho que ainda hei de passar mais, mas o meu maior dia de felicidade até hoje foi quando à tempos fui cantar no Bié e apesar de muitos haters e de eu “pensar” que a minha música, é como se fosse uma zona virgem e quando tu chegas lá o peaple todo te conhece e estavam muito mais dispostos do que muitos sítios que você pensei que seriam melhores. Eu fiz a tempos uma digressão com o Anselmo Ralph por nove províncias e foi um momento muito especial.

Qual é o teu maior sonho como músico e quais as metas que pretendes atingir com o teu novo álbum?
O meu maior sonho é ser o melhor e pretendo fazer o melhor álbum que Angola já teve até hoje.
Faça uma lista dos melhores produtores e Mcs nacionais para ti.
Malária, RapBoy e os outros que produziram no meu álbum são os melhores e Mcs só fã autentico do Leonardo Wawuti (Grand L), Pai Grande o Poeta por ser muito original e pela forma como ele retrata as coisas que estão a volta dele, é muito puro, MC K também mas esses são os que eu admiro e se reparares são todos da mesma linha, mas com flows diferentes e retratam as coisa de forma diferente. Agora reconheço outros tantos Mcs como Army Squad, Dji Tafinha, Reptile, Kid Mc e outros… Há muitos bons rappers em Angola.

Um recado para os haters e para os fãs.
Para os invejosos se querem me destruir, deixem de me invejar porque quanto mais me odiarem mais força me dão para continuar e se deixarem de fazer eu morro. Eu já não preciso falar a minha dama e os meus putos estão a rappar por mim. Para os fãs é dizer que o single já está a rolar, acabei de gravar mais uma track muito crazy com o Dji Tafinha que o vídeo, se Deus quiser vai já começar a rolar. Não lançarei mas este ano por uma questão de estratégia com o meu homie JD, e já agora deixa-me mandar uns abraço ao JD e ao Nicol que são os únicos amigos que encontrei dentro da industria, mas a nossa relação é antiga, eu conheço o Nicol a 13 anos e já tive no tchilar e mostrei fotografias nossas antigas, os mesmos sonhos dele são os meus e o JD foi muito mais tarde mas ele é amigo dos seus amigos e esta é a maior qualidade dele e ele chega a ser mais verdadeiro que os rappers que dizem que são verdadeiros, para mim rapper verdadeiro é aquele que prova que é verdadeiro e o JD diz sempre que nunca sonhou em fazer rap street, mas falar dele, damas e outros, Nós não precisamos de ser todos iguais, na música cada um retrata como pode e o JD sempre falou o que ele é e ele canta o que ele é.

De 1 a 10 que pontuação darias aos seguintes álbuns:
Kid MC - Caminhos: 7 pontos
Megga Fofo - Só…não sozinho : 6 pontos
Dji Tafinha - Preto no Branco : 9 pontos
Dji Tafinha - Hardcore : 6 pontos
Kool Klever: Kooltivar: 7 pontos
fonte:HipHopAngolano

BIDGÉ A.K.A. FLYBOY [promo tracks]


Ya people o FlyBoy mandou essas tracks pro vocês sentirem o que ele tem feito nos últimos tempos, são sons promocionais da sua mixtape "Cidade Sob Pressão" e também alguns sons em que ele participou. Curtam o mambo...

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terça-feira, 27 de outubro de 2009

50 CENT - BEFORE I SELF DESTRUCT [tracklist]


A tracklist do novo álbum de 50 Cent, Before I Self Destruct, caiu na internet. Ne-Yo aparece como a única participação do novo trabalho de 50, que contará com 16 faixas. O cantor participa na faixa Baby By Me.

Before I Self Destruct, quarto registro de inéditas de 50 Cent, é descrito pelo rapper de New York como seu trabalho mais pesado desde Get Rich or Die Tryin'.

Tracklist

1. The Invitation
2. Then Days Went By
3. Death To My Enemies
4. So Disrespect
5. Psycho
6. Hold Me Down
7. Crime Wave
8. Stretch
9. Strong Enough
10. Get It Hot
11. Gangsta's Delight
12. I Got Swag
13. Baby By Me (Ft. Ne-Yo)
14. Do You Think About Me
15. Ok, You're Right
16. Could've Been You


Provavelmente terão mais faixas como "bonus track".

ENTREVISTA AO KENNEDY RIBEIRO (O CÉREBRO)


Como foi o teu primeiro contacto com Hip-Hop?
Começo por falar de rap... ya, por que quando ouvi rap pela primeira vez, eu não tinha a mínima ideia do que era Hip-Hop. Aconteceu em Janeiro de 1992, em Malanje, enquanto eu esgravatava a mala de cassetes da minha irmã mais velha de casa, que tinha e ainda tem uma cultura musical vasta. Numa das cassetes estava a música “Don’t believe the hype” dos Public Enemy, do Álbum “It takes a nation of millions to hold us back”. Automaticamente curti aquele som estranho e repetia vezes sem conta. Alguns meses mais tarde, na véspera das primeiras eleições em Angola, ouvi um som de propaganda eleitoral a favor de Daniel Chipenda. Não sei se te lembras, o refrão era assim: “O povo está contigo, O povo está contigo, O povo está contigo Chipenda”. Daí percebi que era possível fazer-se aquilo em Português e na mesma altura aprendi que aquele estilo chamava-se rap. No ano seguinte, resolvi investigar mais sobre o rap e acabei por conhecer o Hip-Hop como cultura. Aquilo foi o click de acesso a esta viagem.

Foi directo para produção ou começou como MC?
Comecei como MC. A produção surgiu mesmo devido a falta de instrumentais na altura. O acesso aos beats não era tão fácil quanto é hoje e os produtores contavam-se. Eu tinha um portatone da Yamaha onde imitava os instrumentais das músicas do Eduardo Paim, Ruca Van-Dúnem, Bruno Castro e outros que faziam sucesso naquela altura. Aproveitei o pouco que conhecia dos teclados e comecei a fazer batidas de rap no pequeno Portatone. Mais tarde um amigo meu de infância, O Klimoff Sousa, emprestou-me o Sintetizador Yamaha dele porque achava que eu dominava-o melhor, evolui e a partir dai fui conhecendo outras ferramentas de produção. Sempre com os olhos postos na MPC, este era o sonho!!!.

Dabullz e a Muralha. Como aconteceu?
O Dabullz é um dos MCs cujo trabalho eu sempre admirei. Eu tinha acompanhado as cenas dele desde o tempo dos Zippy. Em 2005 encontramo-nos e ele achou que eu era a pessoa ideal para produzir o Álbum dele. Fomos trabalhando mas naquele ano eu estava mais debruçado na produção. As minhas músicas estavam arquivadas. Uma vez estávamos no estúdio, ele pós-se a ouvir os meus rascunhos, curtiu e convidou-me para formarmos uma dupla, dando uma nova cara aos nossos projectos antigos. Aceitei sem qualquer hesitação, procuramos um nome para o grupo, e dentre várias propostas surgiu “A Muralha”.

Muralha o álbum para quando? Fala-nos um pouco do álbum.
Prefiro não falar em datas exactas. Só posso adiantar que está para muito breve.
Sei que o peepz está a espera do mambo há já muito tempo mas bro... eu costumo comparar a música com alimento. Como já expliquei no blog do meu myspace (www.myspace.com/kennedyribeirocerebro).
Existem dois tipos de alimento. O alimento leve, como o leite, as papas, sopas e outros, para os bebés, para os menininhos, e existe o alimento sólido Tipo, funge, galinha rija, feijoada, carnes e outros, para pessoas mais crescidas, com um estômago preparado para receber alimento mais pesado. Normalmente, o alimento leve, é de fácil e rápida confecção e o seu processo metabólico, é de curta duração.
O alimento sólido, normalmente demora muito mais tempo a ser preparado, temperado e etc., mas contém mais elementos transmissores de energias necessárias para enfrentar a vida diária.
O mesmo acontece com a nossa obra. O disco que estamos a preparar para o pessoal, é alimento sólido. Por isso leva o seu tempo até estar plenamente pronto para o consumo.
Por outro lado, tivemos também um atraso devido alguns problemas de engenharia. O atraso não vai afectar de forma alguma o impacto do Álbum porque acreditamos que as musicas são intemporais tanto em termos de palavra como no que toca a aspectos musicais.

O Álbum vai chamar-se “Klassikobelikamentedropando”- Alimento Sólido, heheheheh parece russo, né?
É uma aglutinação das seguintes palavras:
Clássico= Na concepção musical estão incorporados muitos elementos de música clássica.
Bélico= A força e emoção transmitidas nas palavras.
Dropando= A maneira como cuspimos as cenas.
Teremos muito boas participações nacionais, dentre elas Leonardo Wawuti, Ikonoklasta, Kool Klever, X da ?, CFK e Jack ‘Nkanga. As internacionais e o resto saberão mais lá para a frente.

Influências musicais?
Fora do Hip-Hop: Eduardo Paim, Ruca Van-Dúnem, Zé Mónica, Filipe Mukenga, Os irmãos Mingas, Djavan, Gilberto Gil, Milton Nascimento, Kassav ...éeeee são muitos meu.
No Hip-Hop: Public Enemy, NWA, Rakim, Cypress Hill, Kris Kross, Lords of the Underground (L.O.T.U.G.), Gabriel O Pensador, Naughty by Nature, Luniz, Too Short, Dr. Dre, Gangstarr, DJ Premier, J Dilla, Pete Rock, Common, Kool Klever, Zippy & Nelboy, Paulo Koock e outros.

O que tem ouvido mais recentemente?
Do rap Internacional, ultimamente tenho ouvido muito o Album “Survival Skills” do KRS-One e Buckshot.
Tambem um coxito de um mano da Tuga, Suarez. Um Album conceptual, bem acustico, entitulado Blue Note. Não tem aquele Boom Bap mas achei muito rico. É fora do comum mas tem muita arte e imaginação.
Do nacional, tenho prestado atenção ao “Madlândia” do nosso irmão Mad Contrario.
Fora disto, tenho ouvido outras cenas tipo Madre Deus, Asa, mambos fora do rap. Para falar verdade, também não tenho tido muito tempo para ouvir música mo´rmão.

O que usa para produzir?
Hardware:
MPC 5000 da Akai Professional
Roland Sonic Cell
Roland MC-303
M-Audio Keystation 88 se
Placa M-Audio 410
Placa Focusrite 26 I/O
Monitores Activos com o subwoofer (Da Behringer)
DUas Guitarras (Uma Acústica e outra Electro acustica)
MacBook Pro e Windows Xp bem maxed out
Mixer Phonic MU1705
e outras tantas tools e gear.
Software:
Nuendo 3 e Cubase 3 sx
Reason 4
FL Studio 9 XXL
Ableton Live 5
Acid 5
Soundforge 9
Um kibutu de VST’s e outras cenas não menos importantes.

Produtores favoritos
Internacionais: Dr. Dre, DJ Premier, Havoc, J Dilla, Mad Lib, Ninth Wonder, Marco Polo, Pete Rock, R. Kelly, Babyface e mais recentemente Black Milk que teve muita influencia directa do J Dilla.
Nacionais:Mad Contrario, Conduktor, Leonardo Wawuti, DH, O Laton e o Raiva estão a fazer cenas mais emergentes mas continuam a ser dois dos melhores produtores da banda para mim, o Dji Tafinha, CMC, Alton Ventura, O Faradai e o bro dele da Jazzmática (Não me lembro do nome agora), Xtygmas e há um brother que eu ainda não conheço pessoalmente mas de quem tenho sentido algumas cenas boas e que em breve fará parte da familia Cérebro Records. Ele chama-se Ricardo e ja fez uns beats para o X da Questão, CFKappa e o Inédito (wudup Pretoooo!!!), e que está a cargo dos beats do projecto Lusohiphop.blogspot.com do Kratos, que também é membro integrante da Cérebro Records.

Mcs favoritos
Kool Klever, Dabullz, X da Questão, CFKappa (Não é cunha, são meus!!!)
Edú ZP, Os Ngonguenha (Todos), MCK, Denexél, Sickskim, os Polivalentes, Lil Jorge, Extremo Signo, Abdiel (Um dos melhores punchliners nessa cena), Valete, STK, Dialema, Kid MC, Boss AC, Eva, Geny, Ivete, Azagaia, Dji Tafinha, Diakota (Tem estado a evoluir muito), J Wimmy, ETM, Common, Mos Def, Talib Kweli, Dead Prez, Nas, Nach, Lupe Fiasco e Black Thought.

Para quem já produziu?
Já produzi para artistas dentro e fora do Hip Hop.
Kool Klever, Lil Jorge, KP´s (JB, ETM e Young S), Edú ZP, Phather Mak, Jack ‘Nkanga, Malef**k, Michelle D´voi, CFKappa, X da Questão, Oliver, Roy Kim, PJ Mussungo, Diff, Bitson, DJ Callas, Betty, Nástio Mosquito, Lukeny Fortunato, Salvaterra, Nice G, Ekhuxz, Paulo Koock, a Banda sonóra do filme “Balas e Pistolas” e outras cenas para as radios e músicos não muito conhecidos mas não menos importantes .

Que beat seu o faz mais orgulhoso e porquê.
É sempre complicado dizer qual deles me deixa mais orgulhoso. Repara que, o orgulho pelas coisas que fazemos, só existe se houver reconhecimento por parte das pessoas. Uma coisa é gostar e outra é sentir-se orgulhoso.
Uma vez que cada beat tem uma história diferente, e carga emocional própria, o impacto nas pessoas surge de varias formas, as opiniões divergem e como nenhum reconhecimento sincero tem mais valor do que o outro, não importa de quem vem. Portanto, fica difícil especificar.
Sinto-me orgulhoso por todos os beats feitos por mim porque a dedicação com que me empenho em cada um deles é igual, ou seja, o beat só avança quando eu sinto aquela cena a que chamamos “Aquilo” heheh. Parece orgasmico. Tenho um carinho especial por todos eles, cada um a sua maneira e intensidade mas ... o que me deixa mesmo orgulhoso é o reconhecimento vindo das pessoas.

Projectos de música para o futuro.
Mais uma semana, e começamos com a gravação da compilação “Mantêm-te em Movimento Vol. 1” com os tropas da Cérebro Records. Acreditamos que até a primeira quinzena de Dezembro esteja pronto.
“Mantêm-te em Movimento” é um projecto que vai abranger varias facetas da Cultura Hip-Hop e não só. Todas as novidades e movimentações em torno deste projecto, serão informadas á seu tempo.
Estamos a finalizar os Álbuns do CFKappa e do X da Questão, agora em fase de negociação para edição. Depois dessa fase, estarei mais livre para começar a trabalhar no segundo Álbum de Kool Klever e também mostrar a minha versatilidade como produtor de música trabalhando noutras cenas arquivadas, que não têm nada a ver com Hip-Hop.

Wakuti + Cérebro = Liberdade + Consciência
fonte:WakutiMusica

Rui Pedro, thankz pela dica!!

1ª FEIRA DE HIP HOP EM CABINDA


A CabMusic organizará a primeira Feira de Hip Hop em Cabinda com a venda de álbuns, mixtapes, t-shirts e muito mais. Cabinda precisa desse tipo de iniciativa e o mambo só estará fixe se nos fazermos presentes, quem também quiser dar uma ajuda (moral ou financeira), pode entrar em contacto com um dos números acima exposto. Pros rappers que queiram participar do evento, é só entrar em contacto com a realizão. O boy MQ Soulja já está confirmado pro mambo.

Pro pessoal que vive fora de Cabinda que estiver interessado em expor e/ou vender os seus trabolhos, ligue para (+244) 929 728 531.

sábado, 24 de outubro de 2009

PACOTE #5


Hoje trago-vos as diss tracks trocadas pelos rappers V.H. (da B. Click) e o Moras (irmão do Dji Tafinha), trago-vos também a nova track do meu boy Melvin que conta com a produção e participação do Dji Tafinha. Por fim deixo aqui 3 tracks da mixtape "O Inicio do Fim" do boy Edson dos Anjos que, segundo o N.c, estão corrompidas. Curtam o mambo...

Tracklist

Moras - Freestyle (beef pro V.H. e o L.M.)

V.H. - Vá Corre, Nigga Se Esconde (resposta pro Moras)

Melvin - Luta Pelo Teu Amor ft Dji Tafinha

Edson dos Anjos - Isso é Beef part 2 (diss track)

Edson dos Anjos - Eu Tomo Leite (pop champagne remix)

Edson dos Anjos - Volta Pra Mim


Pra baixar os "Pacotes" anteriores, clique aqui

50 CENT - CRIME WAVE [música + vídeo]




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AVG 9 [versão final]

A nona versão do antivírus mais utilizado e campeão de downloads acaba de sair do forno. A nova versão está recheada de surpresas e certamente irá surpreender todos os usuários que procuram por uma solução eficiente e ágil no combate às pragas virtuais. Confira as principais novidades do novo AVG e teste agora mesmo os novos recursos.

Com melhorias em seu funcionamento e diversos outros aprimoramentos que envolvem desde a velocidade de detecção até a adição de novidades para que o usuário tenha mais segurança ao navegar na internet, esta nova versão tem tudo para consolidar ainda mais a liderança do AVG no campo dos antivírus gratuitos. Faça já o download da versão final do AVG 9.


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ZONA 5 - DIA DO HOMEM [música + vídeo]



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sexta-feira, 23 de outubro de 2009

BOB DA RAGE SENSE - DIÁRIOS DE MARCOS ROBERT [promo tracks]


“Diários de Marcos Robert", 3º álbum de Bob Da Rage Sense, a ser lançado em simultanêo no dia 11 Novembro (dia da independência de Angola) pela Footmovin’ Records em Portugal e Madtapes em Angola.
Este álbum contem 18 Faixas com participações de produtores como Sam The Kid, DJ Scotch, Laton, The Grasspoppers (Afro-Beat), Contrário, Alpha Kamikhaze, Levell Khronico e colaborações vocais de
Sir Scratch, Samuel Mira, Tamin', New Max, Dino e Raf Tag.
É um álbum que se debruça sobre relações pessoais, movimento Hiphop, Skills, politica, alimentação, inclusive existe uma faixa controversa intitulada de "Obama".
Para os meus manos aqui da banda, o disco estará disponível neste dia nas lojas STROMP, SONY MUSIC, WORLD MUSIC, RMS (BELAS SHOPPING) E MADE IN ANGOLA.
Fiquem atentos porque a edição é limitada. Curtam algumas tracks promocionais do álbum...

01. Conheço-te de Algum Lado ft. New Max (beat: Laton)
02. Nunca Estiveste na Minha Pele (beat: Sam The Kid)
03. Rap Real (beat: Levell Khronico)


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fonte:Madtapes

MR. OG - FAÇO PELA MINHA ZONA FT. NGA, YANNICK TDM E MAIS + NGA NO ESTÚDIO DA BIG BIG FAMILY



quinta-feira, 22 de outubro de 2009

ABDIEL - O ESPECIALISTA VOL. 2 (A RECARGA)



Eu sei que o programa "Ecos e Factos" não tem capacidade nem meios de fazer uma cobertura total e íntegra sobre os dramas diários de todos os bairros da cidade capital.

Por isso, quando necessito de notícias directas e sem filtragens, faço recurso às reportagens musicais, soberbas de repórteres visionários e pró-activos que vivem de forma intensa os seus bairros, tornando-se em inevitáveis porta-vozes da hood. Falo de repórteres como Phay Grand no Catambor e Raf Tag na Mutamba.

Mas o que temos hoje são reportagens musicais do extraordinário "Porta-voz do Maculusso", Abdiel, que desta vez traz-nos o volume 2 da sua saga "O Especialista".

Mais uma mixtape acima da média, com reportagens execelentes sobre os dramas da via no Maculusso (biolos, michas vagabas e magalas), temas esses todos eles explorados de forma sistemática e irreverente, com aquele grau inevitável de humor comprovando as qualidades de excelente repórter que é o Abidel.

Como ele próprio diz, "sem mais delongas, vamos directo ao assunto"

Baixem a cena, divulguem e publiquem, porque o rapaz merece!!

Texto de Soba L

Tracklist:

01. O Campeão
02. Não Vais Me Ver Cair
03. Estou Pronto
04. Eu Sou Mais
05. Sou O Motivo
06. As Vagabas Querem
07. As Ruas Não Toleram
08. Freestyle (Com Puro Gosto)
09. Tu Não Sabes
10. Segredo Da Minha Instrução
11. Retrato (Com Erick Shine)
12. Freestyle 2


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quarta-feira, 21 de outubro de 2009

EDSON DOS ANJOS - O INICIO DO FIM (2009)




Depois do single "Eu Tomo Leite (pop chanpagne remix)", trago-vos a primeira mixtape do boy Edson dos Anjos (Pimp) com o título "O Inicio do Fim" composta por 20 tracks. Devo informar que ele já está a preparar a próxima mixtape, que será com o seu ex-rival Most Wanted com o título "Depois de Beefs" que provavelmente sairá ainda este ano. Curtam a mixtape do rapper residente na cidade do Lubango de apenas 15 anos e depois comentem...

Tracklist

01. House (freestyle)
02. I Love Her (and Her)
03. Swang
04. Isso é Beef (com Interludio)
05. Isso é Beef Pt. 2 (diss Most Wanted, Addy Pneu, Addy Buxexa, M.R , Regi Miller, Cin, Rekrutas, FK, MVM, Undeground, Walter, Walter, Adelino, Mpanya, Eulandra, Vana, 4 Clássicos, Megga Bomb)
06. Preciso De Alguém
07. Swagg, Money and Hoez
08. Não Quer Ser Minha Dama (Só Quer Ser Minha Bitch)
09. Eu Sou Bandido... (Moet)
10. Eu Sou Mesmo Tha Shit
11. Eu Tomo Leite (pop champagne remix)
12. Street Lights
13. The Future
14. Tipsy Enough (2006)
15. Volta Pra Mim
16. Unstoppable
17. Give Up (ft. Hernani Da Silva)
18. La la la (with My Baby) (kualidade baixa)
19. Fire (ft. Claudio Chitas)
20. Eu Sou Bandido (remix ft. Nga, Don G, Pongolove e Playa)


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[se uma das tracks não tocar dá um toque na caixa de comentários]

VUI VUI & BIG NELO - FREESTYLE [video]

CONJUNTO NGONGUENHA - EU VOU TE QUEIXAR [promo track]


Nova cena dos manos do Conjunto (Keyta Mayanda, Conductor, Leonardo Wawuti e Ikonoklasta)... Actualmente o grupo está a terminar um novo álbum que se chamará "Nós Os do Conjunto", trazendo de novo a irreverência, a sátira, a critica politica e a diversão, a idiotice elevada a categoria de música. Os membros acreditam que este será um álbum melhor, mais focado, mais elaborado mas ainda assim honesto e espontâneo, com previsão de lançamento em Angola para o fim de 2009. Curtam o novo som dos manos "Eu Vou Te Queixar"... E quem quiser pode acessar o myspace deles http://www.myspace.com/ngonguenha.

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ALICIA KEYS - DOESN'T MEAM ANYTHING [música + vídeo]



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terça-feira, 20 de outubro de 2009

SORRIA COM O PROGRAMA BOUNCE [vídeos engraçados]



XEG - TEU MARIDO NÃO TE ENGANA [vídeo]

ENTREVISTA AO VALETE


Durante a passagem por Luanda, Valete concedeu uma entrevista à suspeita de costume, Miss Djei. Curtam o mambo...

Sabemos que não é habitual o Valete fazer apresentações. Qual foi o segredo pra quebrar o jejum e fazer essa participação no show de Kool Klever?
O Kool Kleva é uma lenda não só do rap angolano, mas do rap lusófono porque ele foi dos primeiros rappers da lusofonia. Só o facto de estar com ele para mim já era uma grande honra. E eu percebi que aquele show dele iria ser muito mais que um concerto tradicional. O Kool Kleva intitulou aquilo de Dia da Independência. Senti mesmo que naquele concerto nós podíamos de facto iniciar um verdadeiro movimento de rap lusófono. Por isso era tão importante para mim estar lá e participar nesse evento. Acho mesmo que naquele dia 4 de Outubro de 2009 fez-se historia. Para alem disso também resolvi participar porque precisava mesmo de ir sentir Africa, Angola em particular e ver como é que os manos estavam a acompanhar a minha musica.

É a tua 1ª vez em Angola. Qual foi a primeira impressão? A realidade que encontraste coaduna com a ideia que tinhas?
4 dias não deu para ver muito, até porque só estive em Luanda, mas correspondeu mais ou menos à ideia que tinha. É um país que saiu duma guerra recentemente, que está a tentar também iniciar um processo de práticas democráticas, então é normal que tudo dure o seu tempo. Os contrastes sociais e económicos são muito visíveis ainda, mas acredito mesmo que o tempo levará Angola para dias de maior justiça social. Isto acontecerá naturalmente com o aumento de formação académica da população (algo que já está num caminho positivo) e com uma maior participação e vigilância da comunicação social independente e da sociedade civil nas acções politicas.

Depois tem um outro lado fantástico. Os angolanos são especialmente inteligentes e criativos. Em Angola está-se sempre a aprender, está–se sempre a ver coisas novas.

O Angolano é muito sábio, tem formas muito inovadoras de criar negócios, de viver, de se divertir, de fazer humor etc. As mulheres são lindíssimas. É um país mesmo atractivo.

Na passada 6ª feira, o evento "Ecletismo Poético" registou o seu maior afluxo de pessoal e tudo por causa do Valete. Tinha noção de quão conhecido era por cá?
Não tinha a mínima noção. Sabia pelo feedback que ia tendo de amigos e da Internet, que havia manos em Angola que acompanhavam o que eu fazia, mas não tinha a noção que era tanta gente assim.

Que mc's angolanos conheceu durante essa estadia e, se tivesse oportunidade, com qual gostaria de trabalhar?
Conheci muitos e muitos deles bons mc’s. Acredito que vou em breve trabalhar com alguns deles. No tempo que tive aí também fiz amizades que acredito que vão durar. Com o Cfkappa, Kid Mc, Kool Kleva, Keyta, Grande L, Lukeny, Extremo Signo, X Da Questão, Kennedy, Boni, Samurai, Pelé, Yannick, Edu ZP etc, e por isso é normal que mais tarde ou mais cedo saiam colaborações. Eu acredito muito nesse movimento de rap lusófono, a ideologia “Um Só Caminho” também passa muito por aí. Criou-se uma ponte quando eu estive aí, e agora temos que continuar a criar mais pontes até tornarmos a Lusofonia numa só nação. Essas colaborações são fundamentais para isso.

Qual é a tua opinião sobre o hip hop feito em Angola?
Eu gosto. Estou um bocado longe por isso não consigo acompanhar tudo, mas há muita coisa que gosto no rap angolano, principalmente a linha mais purista e independente. Tive o privilégio de conhecer e de estar com alguns mc’s que gosto muito. Assim como também tenho seguido a trajectória de editoras como a Madtapes, Masta K, Cérebro Records que na minha opinião têm feito um trabalho excelente.

Que mensagem deixa pra os mcs angolanos que têm enverdado pelo lado dos "beefs"?
Eu não gosto particularmente de manos que fazem beefs só para chamar a atenção ou para se promoverem. Se tu fores mesmo um bom mc, tu não precisas de fazer beefs para chamar a atenção. Se passas a vida a beefar manos para as pessoas te ouvirem é porque és um rapper inseguro e sem confiança nas tuas capacidades. Quanto ao resto admito que manos queiram resolver divergências através das rimas, mas mesmo os melhores livros de Arte de Guerra dizem-te que é sempre melhor fazer aliados do que inimigos lol.

Pra quando podemos contar com um show exclusivo do Valete na banda?
Estou a finalizar o meu álbum. Mal o álbum saia espero ir a Angola lança-lo e logo depois fazer um show. E queria não só fazer um show em Luanda, mas também noutras províncias.

Como foi a sensação de ter tantas pessoas a gritarem: Valete! Valete! Valete! no dia do show no Cine Atântico?
Foi arrepiante, porque eram 5 mil pessoas que parecia que me seguiam há imenso tempo. Eles cantaram as minhas músicas todas do inicio ao fim. Eu nunca pensei que pudesse ser tão bem recebido e tão acarinhado pelas pessoas. Sinto também que tenho uma divida com Angola. Preciso mesmo de voltar e dar um concerto meu de uma hora ou mais e dar tudo o que tenho até ficar sem voz e sem energia.

Diz uma frase que "quando alguém vai nunca vai só, deixa um bocado de si e leva um bocado de nós". O que é que levas de Angola?
Os meus dias em Angola foram tão bons, fui tão bem recebido, tão bem tratado que eu levo fundamentalmente o desejo e a necessidade de voltar muito em breve. Eu não me senti nada estrangeiro em Angola, senti-me mesmo em casa, senti-me entre os meus e levo toda essa hospitalidade, calor e amor que me deram.

Embora nunca tenha deixado rasto, sabemos que és um visitante habitual do nosso blog. Deixa uma mensagem pra nós em particular e pra os teus fãs angolanos.
Em primeiro dizer que o vosso blog, está entre os meus preferidos. Parece um blog independente e sempre com uma visão lusófona do rap. Isso é fantástico. Gostava mesmo que vocês continuassem com esse projecto, porque está a ter uma visibilidade cada vez maior em toda a lusofonia, e é fundamental para o nosso movimento. Para o pessoal que me segue, queria dizer que estou já a finalizar o álbum e sem duvida que este será o meu melhor álbum de sempre, e logo que saia quero ir a Angola ver como as pessoas vão sentir o conceito de Homo Libero (Homem Livre) que o álbum vai mostrar.
fonte:LusoHipHop

KALIBRADOS - CARTAS NA MANGA [promo track]


"Cartas Na Manga" é a nova track dos Kalibrados que virá na reedição do álbum "Cartas Na Mesa". Curtam o mambo...

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sexta-feira, 16 de outubro de 2009

NUMA SEMANA FAT JOE VENDE MENOS QUE CANTORES DA BANDA EM UM DIA


Sem sombra de dúvidas esta foi a estreia mais improvável pro rapper Fat Joe com o seu novo álbum, J.O.S.E. 2 (pra download, clique aqui) que na semana de estreia vendeu apenas 8.343 cópias, em terras onde os rappers chegam a vender 1.000.000 cópias numa semana. Aqui na banda os cantores vendem de 10.000 à 15.000 cópias num dia tipo nada, e o Joey Crack só vendeu 8.343 numa semana?? Damm isso tá mal. O seu principal rival 50 Cent não perdeu a oportunidade pra abusar e fez um post em seu site onde fala da trágica estreia de J.O.S.E. 2 (pra ver, clique aqui), e aproveitou pra "prever" que o álbum dos Triple C's (grupo do também rival Rick Ross) será o próximo a "bater na rocha" quando estrear no dia 27 deste mês. Recentemente Fat Joe reclamou de sua gravadora, alegando que a mesma não promoveu seu álbum de maneira adequada.

KALIBRADOS CONQUISTAM O "DISCO DE OURO"


Os Kalibrados chegaram ao Disco de Ouro depois de chegar às 15.000 cópias vendidas do álbum "Cartas Na Mesa". Parabéns Kalis...

KALIBRADOS NOMEADOS PARA "MOST GIFTED OR DUO GROUP" NOS PRÉMIOS DO CHANNEL O 2009. PARA VOTAR ENVIE 4B PARA O NÚMERO 0027 839 208 400 VOTA BUÉ DE VEZES MANO!!...

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

SNOOP DOGG - GANGSTA LUV FT. THE DREAM [promo track]


O décimo disco de Snoop Dogg, Malice in Wonderland, será editado a 7 de Dezembro de 2009. O rapper disponibilizou no seu MySpace a música "Gangsta Luv", que conta com a participação de The Dream. Curtam o mambo...

fonte:CurtoCircuito

DIRECTAMENTE DA BLACK INK [promo tracks] + CMC - DESENRASKA [vídeo]


Hoje trago pra vocês várias tracks directamente da produtora Black Ink. Trago-vos tracks promocionais da mixtape Amor e Negócio vol. 2 do Cmc, tracks soltas e o vídeo da track Desenraska (survivor), também do Cmc, que foi gravado em Luanda e no Lubango, trago-vos ainda duas promo tracks dos Black Soldiaz, duas promo tracks do Nigga Helder (o nigga que dirigiu e realizou o vídeo da track Desenraska), trago-vos também uma track da Djalma Nogueira a.k.a. Lil Kiss e uma track do nigga Repboy (que não faz parte da Black Ink, mas inclui no post porque foi grava no estúdio da Black Ink).

Tracklist

Cmc:
Ponto D'ordem
Minha Shorty
No Block ft. Diakota e Alírio
Pausado Num Kanto
Hip Hop ft. Crazy A
Estou Aqui Para Te Amar (Mas Eu Não Sabia) ft. Sanny Netto

Black Soldiaz:
Black Ink é a Crew
É Por Causa Dela ft. Lil Kiss

Nigga Helder:
Minha Preta
To Com Ilusão ft. Cmc

Djalma Nogueira a.k.a. Lil Kiss:
Call Me

Repboy:
Bonus Track

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CMC - DESENRASKA [vídeo]



SUPREMOS - GOLO FT. GIOMARIO DOS TUNEZA [vídeo]

terça-feira, 13 de outubro de 2009

SUPREMOS [promo single 2009]


Os Supremos estão a trabalhar na preparação do seu próximo álbum. Deixo aqui as músicas promocionais deste álbum que brevemente estará no mercado.

Tracklist

01. Golo (Com Gilmar Dos Tunezas)
02. Ta Sair Bem (Com Djamila Delves)
03. Deus Esqueceu-Se de Mim
04. Eué (Com The Game Wala)

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fonte:LusoHipHop

domingo, 11 de outubro de 2009

ENTREVISTAS [Miguel Neto + Yuri da Cunha + Valete]

Pra quem tem acompanhado o blog já deve ter notado que eu não sou muito de postar mambos aos domingos (simplesmente porque tiro o domingo pro descanso da semana que passou e pra me preparar pra outra). Mas como durante a semana eu rodo bué pela net e encontro sempre entrevistas ou artigos sobre alguém conhecido, então decidi começar a "linkar" algumas entrevistas ou artigos (nem sempre recentes, mas sempre interessantes) e postar aqui no blog aos domingos, já que muita das vezes não tenho tempo (por vezes nem paciencia) pra editar e postar aqui no blog. Pra hoje fiquem com um especial sobre o kota Miguel Neto "Nível", uma entrevista feita ao cantor angolano mais querido de 2009, Yuri da Cunha e outra feita à "uma das peças fundamentais do undergroud luso", Valete. Curtam o mambo, bom domingo e boa leitura!!...


MIGUEL NETO, clique aqui


YURI DA CUNHA, clique aqui


VALETE, clique aqui

sábado, 10 de outubro de 2009

SARISSARI - PACHECO [promo track + videos]


Sarissari é o mais recente membro da produtora Bue' d Beats de Heavy C. Como ele mesmo diz sempre "o álbum está pra breve", por enquanto fiquem com a track "Pacheco" que conta com a participação de Heavy C, curtam também o vídeo onde Heavy apresenta o novo membro da Bue' d Beats e uma actuação dele no Miami. Curtam o mambo...

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ENTREVISTA AO CFKAPPA


Descreve-nos o CFKappa, enquanto homem e enquanto artista.
CFKappa, enquanto Homem aprece "vestido" de Cláudio Fernando Kiala, um jovem de 17 anos, estudante da Universidade Católica, Curso de Engenharia de Telecomunicações e professor de matemática do 2º Nível num colégio. Além de escritor de prosas e poesias como membro da União dos escritores angolanos é também irmão de 5 pessoas e filho de dois pais (loool naturalmente). Acho que é tudo.

Quais foram as lições mais importantes que adquiriste desde que estás envolvido com o movimento hip-hop?
A humildade, paciência, auto-estima, persistência e respeito pelo trabalho dos outros são factores essenciais para uma carreira tranquila, ainda que sem ganhos monetários. (Quem sente de verdade sabe disso).

Cita-nos até 10 álbuns importantes na tua formação enquanto Mc.
01. M.P.L.A (Bob da Rage Sense)
02. Babalaze (Azagaia)
03. Negócio Fechado (Kalibrados)
04. The documentary (The Game)
05. Theatre of the mind (Ludacris)
06. Serviço Público (Valete)
07. Entre o Homem e o Artista (Keita Mayanda)
08. Ngonguenhação (Conjunto Ngonguenha)
09. O último Samurai (Bem, não é álbum mas ajudou-me)
10. Noites em Branco (Dji Tafinha)

O que é que se pode esperar do CFKappa em 2010, depois de ter lançado em 2009 uma mixtape com o X da Questão?
Bem, em 2010 vocês podem esperar um Álbum bem mais consistente e maduro, com abordagens de alguns de temas comuns de maneira bem incomum, ou melhor, irá conter um certo retrato do que estamos habituados a ver mas de forma bem mais íntima, bem mais vivida, em que eu disponibilizo ao ouvinte personagens nas músicas que levam a mensagem e a realidade que o CD quer transmitir. Em 2010 eu pretendo mostrar ao mundo, um CD que irá servir como um material "não-descartável" que acarretará as experiências que tenho vivido como membro e contribuinte do Hip Hop angolano. Tento fazer um álbum em que canto com os meus artistas favoritos, mas ainda são muitos e receio não poder cantar com todos eles.

Utilizas alguma técnica para compor as tuas letras?
Bem... Deixo que a inspiração venha por si. Geralmente não costumo forçar para que a cena venha natural e com sentimento. A única técnica que uso é o amor pelo rap e o cuidado de transmitir as coisas de maneira diferente e que possa ser apreciada pela beleza da mensagem e pela beleza de como é apresentada.

Sentes-te de alguma forma responsável pelo futuro do rap nacional, já que muita gente te considera o futuro do rap devido as tuas qualidades como Mc, mas também devido a tua idade?
Já cheguei a pensar isso. Mas deixei esse pensamento quando reflecti que pensar assim só iria representar mais pressão para mim e talvez vir a me tornar escravo do que o povo quer. Eu faço o que eu acho que consigo fazer e que o povo precisa ouvir. Claro que a minha idade faz-me sentir especial e isso não deve negar, mas eu me sinto mais responsável por poder um dia servir como exemplo e mais MCs da minha idade se irem formando no caminho certo com garra e dedicação.

Costumas pensar em coisas tipo:

a: vou fazer rap apenas até aos 30
Quase isso. A cada ano que passa eu penso que vou fazer rap só até o ano seguinte. - E já foram 3... heheheh.

b: quero viver da música
Felizmente sempre tive na cabeça que não posso viver da vida, talvez por ter ambições maiores na vida que, através da música talvez seria impossível alcançar. Apesar de fazer a música como hobbie, eu a faço com a maior responsabilidade possível, mas nunca espero que ela seja o "ganha-pão" na qual eu dependa para encher a conta no banco.

Com quem gostarias de trabalhar musicalmente no futuro?
Tenho tido a sorte de trabalhar com a maior parte dos MCs que sempre admirei mas ainda assim há pessoas que admiro há ainda mais tempo tipo o pessoal do Conjunto Ngonguenha, Kanye West, Duas Caras e acho que mais nada... O resto o destino saberá encaminhar. Conjunto Ngonguenha porque foi um dos primeiros álbum de Rap angolano que eu ouvi antes de pensar em ser MC e apaixonei-me. Depois então prestei mais atenção às cenas individuais dos elementos e comecei a cantar por cima das vozes deles e tal. Geralmente entrego-me à fundo no trabalho de alguém quando o admiro de verdade.

Que géneros ou artistas estás a ouvir nesses dias?
Ultimamente tenho ouvido Jazz, Rock, Rap Angolano e Moçambicano com mais frequência e algumas particularidades como Tribalistas, James Blunt, Ray Charles, etc.

Deixa aqui alguns dos teus versos que consideras de mais impacto, para fechar esta pequena entrevista.
Desde mais pequeno eu aprendi

Que a inveja é pecado, por isso antes que ela brotasse eu a prendi

Hoje desfilo com a vitória numa passarela

A vida deu-ma de presente, não vou deixar passar ela

A vossa massa cinzenta já está amarela

Por aproveitarem-se da arte sem nem amar ela

Sou um artista, pinto rimas em telas

Tu sonhas, com novas rimas eu preocupo-me em tê-las

Te mostro, a verdade e isso vê-se no olhar

És um péssimo rapper, vê-se que vens simular

O que expresso aqui não há como não há similar

E todos sabem que como o Kappa não há similar

E eu estou sempre em evolução como os prédios na minha banda

Ontem “prédio sujo”, Hoje “hotel Maianga”

Te mostro que são palavras

Tornei-me pra o Hip Hop o mesmo que o sol e chuva são pra lavras
fonte:WakutiMusica